é exactamente o direito a ter a arquitectura que se quiser. Nem o Estado nem a Ordem dos Arquietctos devem meter o nariz. Isto em relaçao à revogaçao do 72/73, que como ja' li algures no site da Ordem é "desejada por todos os arquitectos". Com licença... Ainda nao posso usar o titulo de Arquitecto (embora ja' tenha a licenciatura e graças a mais uma brilhante medida da Ordem, o esta'gio curricular) mas eu, pelo menos, nao a desejo.
A exclusividade, para os arquitectos, de assinar projectos de arquitectura so' significa uma coisa: que em vez de se esforçarem para sair da miséria em que se encontra a profissao, preferem refugiar-se em medidas proteccionistas e anti-liberais. De volta à Idade Média.
E nao, nao é linear que so' os arquitectos possam fazer arquitectura. Alias, sempre foi assim; o que é a Arquitectura Popular senao Arquitectura feita por nao-arquitectos? Nao vale defender o Inquérito à Arquitectura Popular por um lado e por outro recolher assinaturas contra aquilo que ele representa: que é como quem diz, vai ser popular, mas la' para a tua terra. Ou seja, alem de anti-liberal, é profundamente elitista defender a revogaçao do decreto.
26 de abril de 2005
Para uma definiçao: o direito à arquitectura
posto pelo Alexandre às 18:06
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3 comentários:
olá Alexandre!Como vão as coisas aí por Roma??já passou a confusão e já é possivel ter um dia a dia normal sem as "invasões bárbaras" ??
Apeteceu-me apenas comentar esta tua teoria anti-revogação do 73 /73...Isto porque sei que tu és um bocado do contra, mas choca-me que haja pessoas que não desejem essa revogação, de uma lei obsoleta,desfazada do país real que temos, do número de aquitectos que somos, e que defende um lobby muito mais corporativista ( ainda bem para eles) que o nosso que é a ordem dos engenheiros! Esses sim têm uma Ordem que os defende e pagam as cotas não apenas para alimentar a excelência de alguns, e a degradação dos outros. Só um exemplo: eles têm uma declaração válida para o ano todo, nós só há pouco tempo é que começámos a ter uma declaração válida por 6 meses, porque antes pagavas 15 euros por cada declaração para cada projecto que metias.
Arquitectura é para os arquitectos.ponto.
Ainda há pouco tempo perdi um trabalho, porque o cliente me disse: olhe, tenho um eng. que me faz mais barato! Eu não podia fazer mais barato, estava mesmo nos limites, para fazer e ainda pagar as especialidades...mas o engenheiro fazia tudo, pois claro, um pack: arquitectura e engenharia!
Não é possível pensar hoje, como em 1973, porque o número de arquitectos é mil vezes maior, hoje fazemos trabalho que antes era feito por desenhadores, hoje ganhamos mal, hoje só alguns privilegiados podem fazer arquitectura, e hoje só mantemos mesmo ainda algum respeito social ( não sei bem porquê), porque na verdade não temos mais nada! Temos uma Ordem sem peso, temos membros conformados, e o 73/73 não é a fonte do mal da nossa desgraça...mas que ajuda, ajuda muito. Hoje já não pode haver arquitectura popular, porque já não há pessoas "populares", mesmo na aldeia mais recôndita de trás-os-montes, as pessoas estão standardizadas, gostam é do betão e não da madeira, de caixilharias em PVC e alumínio, de onduline...se lhes falares em Cal??? O quê?? cal???já nem há fornos...e hoje só alguns iluminados, puristas do património, usam cal(vinda do estrangeiro), recuperam as caixilharias de madeira, e preservam a estrutura de madeira! Hoje temos um país igual, cheio de pessoas iguais, e as razões do Inquérito à Arquitectura Popular eram válidas a seu tempo, hoje não!
Claro que me podes dizer, que encontras milhares de casas feitas por engenheiros, muito melhores do que muitas feitas por arquitectos!! è verdade!! Mas isso apenas significa que devemos defender a excelência e ser melhores profissionais, e não usar esse motivo como justificação de o 73/73 está muito bem e recomenda-se.
fico por aqui.
um abraço
carla Guerra
Caro colega:
Ainda bem que a Carla Guerra (que eu não conheço) escreveu antes de mim...assim poupo algum latim.
De qualquer forma, gostava de perguntar-te o que é a "arquitectura popular"? Onde é que ela está? Quem a concebe e, mais importante, quem a constrói? Não estarás com imagens do Inquérito de 1961 na tua cabeça? NINGUÉM hoje faz essa arquitectura; ela já não existe. Infelizmente. Nesse aspecto, o inquérito falhou redondamente...
Com o que nos devemos preocupar é com um híbrido de dificil classificação que prolifera por todo o território nacional e que, a jeito de provocação,alguém alude como um "vírus" (fica aqui o link: http://www.diospirojoyeux.net/projectovirus.htm)
Até ao próximo "Para Uma Definição..."
Caro colega:
Ainda bem que a Carla Guerra (que eu não conheço) escreveu antes de mim...assim poupo algum latim.
De qualquer forma, gostava de perguntar-te o que é a "arquitectura popular"? Onde é que ela está? Quem a concebe e, mais importante, quem a constrói? Não estarás com imagens do Inquérito de 1961 na tua cabeça? NINGUÉM hoje faz essa arquitectura; ela já não existe. Infelizmente. Nesse aspecto, o inquérito falhou redondamente...
Com o que nos devemos preocupar é com um híbrido de dificil classificação que prolifera por todo o território nacional e que, a jeito de provocação,alguém alude como um "vírus" (fica aqui o link: http://www.diospirojoyeux.net/projectovirus.htm)
Até ao próximo "Para Uma Definição..."
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